#6 – Tentação com etiqueta

Determinados animais pressentem quando estão ameaçados, quando vão ser atacados. O apóstolo Pedro nos dá a seguinte orientação:

“Vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” (1 Pedro 5:8).

Diante disso, será que nós, seres humanos, temos algum instinto, algum aviso interior que nos previne de sermos atacados por tentações? O que você acha?

A tentação é uma isca usada pelo inimigo para levar pessoas a uma situação favorável a desobedecer a Deus e quebrar Sua lei. Acontece quando você se sente atraído a alguma coisa potencialmente errada. Embora se apresente como atraente e vantajosa, a tentação sempre leva à destruição e à morte. Portanto, quanto mais forte for a tentação, mais letal serão suas consequências.

A arma “infalível” de Satanás para derrotar os cristãos é a dissimulação, isto é, não deixar o cristão perceber que tentação é tentação. O diabo é dissimulado, é um fingidor, é um malandro. Ele finge ser “anjo de luz”, ele finge ser “profeta”, ele finge até ser Deus, tudo para confundir e enganar.

A tentação é um campo mágico no qual as pessoas entram, geralmente sem perceber, com alto risco de serem derrotadas. O local para vencer a tentação não é dentro dela, ou durante sua ocorrência, mas antes e fora de seu campo magnético. Significa dizer que, quanto mais longe da tentação, mais seguro.

Sozinho, sem a proteção de Deus, o ser humano é tão frágil à tentação, como um alce diante de um leão faminto. Nossa natureza caída tende ao erro. Como explicou Paulo:

“Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço” (Romanos 7.19).

Evitar a tentação é ainda o melhor meio de vencê-la, entretanto, nem sempre isso é possível. Neste caso, o melhor mesmo é estar preparado. Jesus, certa vez, teve de enfrentar a tentação, e veja o que aconteceu:

Lendo a Palavra

“1A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. 2E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome. 3Então, o tentador, aproximando-se, lhe disse: Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães. 4Jesus, porém, respondeu: Está escrito:
Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.

5Então, o diabo o levou à Cidade Santa, colocou-o sobre o pináculo do templo 6e lhe disse: Se és Filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito:
Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; e:
Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra.

7Respondeu-lhe Jesus: Também está escrito:
Não tentarás o Senhor, teu Deus.

8Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles 9e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. 10Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito:
Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto.

11Com isto, o deixou o diabo, e eis que vieram anjos e o serviram.
Mateus 4:1-11

Aprendendo a Palavra

1. Segundo o relato, Jesus passou por três tentações. Vamos ver quais foram e a que cada uma apelava:

1ª TENTAÇÃO: “Então o diabo disse a Jesus: Se Tu és o Filho de Deus, manda que esta pedra se torne pão. Jesus respondeu: Está escrito: Nem só de pão vive o homem” (Mateus 4:3,4).

A que apelava: apelava à independência de Deus, para que Jesus agisse por conta própria para atender uma necessidade Sua.

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2ª TENTAÇÃO: “Então o diabo o transportou à cidade santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, E tomar-te-ão nas mãos, Para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra. Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus” (Mateus 4:5-7).

A que apelava: apelava a superdependência de Deus, à presunção, confiar que a resposta de Deus é um direito próprio.

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3ª TENTAÇÃO: “Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles. E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás. Então o diabo o deixou” (Mateus 4:8-11).

A que apelava: apelava obter uma solução sem Deus, resolver o problema para Si, sem considerar o plano de Deus, sem sacrifício.

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2. Jesus realmente poderia ter caído em tentação, ou Sua vitória sobre Satanás já estava assegurada sem qualquer risco?

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A missão de Cristo só se podia cumprir através de sofrimento. Achava-se diante dEle uma existência de dores, privações, lutas e morte ignominiosa. Cumpria-Lhe carregar sobre Si os pecados de todo o mundo. Tinha que sofrer a separação do amor do Pai. Ora, o tentador oferecia entregar-Lhe o poder que usurpara. Cristo poderia livrar-Se do terrível futuro mediante o reconhecimento da supremacia de Satanás. Fazer isso, porém, era renunciar à vitória no grande conflito.

Aplicando a Palavra

3. A tentação não é pecado, ser tentado não significa que a pessoa vai pecar, então o que leva uma pessoa a cair em tentação?

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A Bíblia assegura que não somos tentados além de nossas forças: “Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar” (1 Coríntios 10:13). Ou seja, a decisão de vencer a tentação é pessoal. Cair em tentação também.

4. O que tem ajudado você a vencer as tentações?

  • Um texto bíblico?
  • A companhia de um amigo?
  • Oração?
  • Fugir da situação?
  • Estar sempre presente aos cultos da igreja?
  • Cantar um hino de louvor no momento mais difícil?
  • Manter comunhão diária com Deus?

Pensando bem

Sete atitudes que ajudam vencer a tentação:

  1. Mantenha permanente e regular comunhão com Deus;
  2. Identifique e admita suas fraquezas;
  3. Procure prever e evitar situações tentadoras;
  4. Reforce suas convicções de fé;
  5. Escolha as melhores companhias;
  6. Seja específico ao confessar o pecado e pedir ajuda a Deus;
  7. Nunca desista de vencer, mesmo se cair.

Conclusão

O que é a tentação? Luís Waldvogel, em seu livro Sabiá na Gaiola, define a tentação como sendo um passarinho que voa, voa, voa, sobre nossa cabeça. Não podemos  impedir  que  o passarinho voe sobre nossa cabeça, mas podemos impedir que ele pouse e faça um ninho. O erro está ligado ao propósito de nossas atitudes. Às vezes, somos tentados a fazer coisas que não são potencialmente erradas. Não é problema ser tentado, mas sim ceder à tentação.

Cada tentação foi refutada por Cristo com textos das Escrituras. Cristo conhecia cada centímetro quadrado das Escrituras Sagradas e estava, portanto, preparado para enfrentar a tentação, não porque era o Filho de Deus, mas porque Ele conhecia a vontade do Pai e mantinha íntima comunhão com Ele.

Criação: Umberto Moura e Delman Falcão
Edição e atualização: Joelson Moura

PEQUENOS GRUPOS: COMUNHÃO EM TORNO DO CORDEIRO

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