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Dinamizando o Pequeno Grupo para
a Obra do Senhor

Alguns líderes estão à beira de um colapso nervoso, ou sem rumo certo. Seus liderados no P.G sentem seu desestímulo, e também começam a olhar com certo ar de incertezas com relação ao futuro deste trabalho, que é o P.G.
Mas a questão é: Quem estabeleceu este estilo de vida cristã? Não seria o caso de revermos a nossa real compreensão do sistema adotado por Deus para dirigir Seu povo como um organismo vivo, dinâmico e organizado? Onde estão as falhas para que o desenvolvimento de alguns P. Gs cheguem bem perto da mediocridade e da inanição total?
Se este projeto é de Deus, então devemos consulta-lo e depender em quase total medida dele. A medida que sobrar, deve ser preenchida com organização e planejamento.
Vamos rever algumas ações que não devem ser esquecidas dentro dos limites dos P.Gs.

? A primeira coisa que se deve lembrar, é de que Deus precisa de colaboradores. Homens e mulheres que aceitem o chamado para atalaias sobre os muros de Jerusalém. Pessoas que aceitem ser reparadoras de brechas, e que tomem a iniciativa de guiar e preparar um povo santo para encontrar-se com um Deus Santo.
? Para isso é mister observar os sinais de inteligência e sabedoria em cada ação. Devemos tomar algum tempo para pensar no que pretendo fazer. Preciso me abraçar com as necessidades que cercam meu P.G. Olhando para as mesmas, a mente desperta para buscar ao Senhor que há de nos revelar as soluções para atender as necessidades.
? Mas quais seriam as necessidades básicas de um líder de P.G?
1. Consagrar-se
2. Desafiar-se
3. Planejar-se
4. Misturar-se
5. Comprometer-se
6. Avaliar-se
7. Realizar-se

? O “Consagrar-se” seria o ponto de partida. Sem a entrega completa e incondicional a Deus, não acontecerá nada. A pessoa precisa ter um espírito rendido à influência do Espírito Santo para que a obra seja iniciada. É preciso o batismo diário do Espírito Santo. Um líder de P.G deve ser, sobretudo, um exemplo de fé e oração. Isso toca profundamente os corações. E o seu exemplo não apenas fala, mas GRITA.
? O “Desafiar-se” é uma extraordinária arma para motivação. Um líder não pode estar tão satisfeito com o que já conseguiu, se ainda tem tanto para ser conquistado. E ainda mais: Como ser um exemplo de fé se não penso em avançar na busca de ideais tão nobres e elevados, como os que Deus nos oferece, tais como conquistar almas para o Seu reino? Pois é. Seu P.G. precisa provar e vê que o Senhor faz milagres apenas pela fé.
? Mas os desafios precisam, alem da fé, de um bom e coerente planejamento. Quem fracassa no planejamento, estará planejando o próprio fracasso na vida. É preciso usar a inteligência que o Senhor nos deu. Temos que deixar de sermos apenas executores, para sermos pensadores. Parece que muita gente sente algum tipo de “dor” quando submetidas ao raciocínio. Uma indisposição terrível para pensar no que deverão fazer a curto, médio e longo prazos. Neste item, o Senhor é perfeito. Todas as Sua ações são meticulosamente planejadas. O milênio, o século, o ano, o mês, o dia e a hora. Tudo bem planejado. Essa deve ser a nossa motivação, pois Deus tem prazer na ordem, pois Ele é a própria ordem. Suas bênçãos hão de acompanhar um bom planejamento.
? O líder de P.G deve saber o que pretende fazer durante os dias, meses e anos em que estará a frente desse ministério. Como sugestão, orientamos que cada líder comece com um planejamento mensal. Isso vai acostuma-lo a planejar a longo prazo.
? Para isso o líder deve no mês corrente, planejar suas atividades para o mês seguinte, com pelo menos 15 dias de antecedência.
? Priorizando o seguinte: Visitação, devoção, ação missionária, confraternização, alvos e treinamentos.
? Ou seja. No planejamento ele deve saber quando visitará cada membro naquele mês. Se tem 12 membros em seu P.G, é só dividi-los nas 04 semanas do mês, o que vai dar três visitações por semana. Mas é o planejamento que vai definir quando serão as visitas. Mas este ponto (a visitação) não deve ser esquecido, pois dele depende, em muito, o sucesso de um líder. Uma visita de 20 a 30 minutos para orar pelo membro e pela sua família; para envolve-lo nos desafios do P.G; mostrar-lhe a estrutura do P.G, concientizando-lhe de que ele é indispensável no plano de Deus para Sua igreja. Isso vai manter muito viva a disposição do membro em servir de ajuda para a conquista dos alvos.
? No item Devoção do planejamento, seria muito interessante que houvesse algumas datas para a realização de cultos familiares com o grupo. O líder pode sugerir que uma vez por mês o culto de pôr-do-sol na sexta-feira seja realizado na casa de um dos membros. Essa escolha pode ser feita por sorteio. Vigílias, semana de oração, jejuns, são algumas idéias que podem ser acrescentadas ao planejamento mensal (ou trimestral) do P.G.
? Sabemos que o P.G tem, dentre outros, dois objetivos básicos: Crescimento espiritual e evangelístico. Se o P.G não os tem, com certeza, já está morto. Por esta razão vemos tantos líderes agindo com tamanha indiferença à sua responsabilidade frente ao P.G. São apáticos e sem motivação. Exatamente porque não estão cumprindo o ideal de Deus para eles. Se pensam que P.G é só reunião sexta-feira, estão terrivelmente enganados. Se não se envolvem num plano missionário, nada mais que fizerem terá efeito, pois a benção do Senhor só vem aos seus obreiros. Poderão até fazer festa, mas sem o compromisso pelas almas, tudo é só euforia. Por esta razão o líder não deve esquecer de definir as datas no plano mensal das arrancadas missionárias do P.G, o preparo para as classes bíblicas, pesquisas para busca de interessados, visitar hospitais, asilos, orfanatos, e etc. Dê grande importância a “Ação Missionária” do seu P.G. Dela dependerá grande parte de seu sucesso como líder.
? A Confraternização deve ser planejada dentro de cada mês. Que seja escolhido um dia para comemorações diversas (aniversários, visitantes, alvos alcançados, novos membros, etc). Este ambiente vai proporcionar um pleno desenvolvimento de todos, sobretudo no companheirismo e hospitalidade.
? No item “Alvos”, é importantíssimo que o líder estimule o grupo para a conquista dos mesmos. Deve lembra-los sempre de que os alvos são de todos. Agora, não se esqueça de que os alvos devem ser decididos pelo grupo, com a direção do líder, pois se o líder não assume sua responsabilidade, o grupo foge também. Falo isso pelo de fato de alguns líderes simplesmente deixarem tudo com o grupo e não apresentam suas opiniões. È bom lembrar que o líder precisa ver um pouco mais além que seu grupo. Para citar como exemplo: Se o grupo é composto de 12 pessoas, este grupo deve ter, dentre vários alvos, o alvo de batismo no ano. Se o grupo propõe 03 almas até o final do ano, o líder deve leva-los a considerar se este alvo é mesmo desafiador, ou se está de acordo com nossa fé e entusiasmo. Depois de considerar isso, faça novamente a pergunta: “Baseados na nossa disposição e fé num Deus que tudo pode, e no poder do Espírito Santo, quantas almas levaremos ao Senhor até o final do ano?”. Você vai sentir a diferença. É nesse momento que o líder é líder mesmo. Ele se compromete e leva o grupo a desenvolver fé no Senhor. Se agir muito passivamente, além de não crescer, vai impedir o crescimento do grupo. Ponha no plano mensal do grupo os alvos de estudos, visitação, pesquisas, batismos, etc.
? E por fim, defina que área do seu grupo deverá ser treinada naquele mês. Temos dado amplo material para os líderes prepararem seus membros. Não adianta dar o que fazer para eles. Precisamos ensina-los como fazer o trabalho.

Resumindo, o planejamento é a ferramenta que dinamiza e leva o P.G de forma organizada, com maiores possibilidades de sucesso, tanto para líderes como para liderados.
Se as orientações aqui sugeridas forem seguidas, você vai experimentar um tremendo crescimento na qualidade de vida de seu P.G.
E para coroar seus esforços, no final de cada ano o seu P.G estará se multiplicando, alcançando esta que é a maior alegria para um líder de P.G: Ver o “parto” do seu P.G. Ver o nascimento de um “bebê”! Que grande alegria!
O planejamento deve primeiro ser discutido pela direção do P.G (Líder, Associado, Secretário(a) e Anfitrião(ã)). Só então o resumo deve ser apresentado a todo o grupo como uma “sugestão” para as atividades do mês. Deixe os membros sugerirem o que quiserem. Anote as idéias. Ao final eles estarão tão comprometidos quanto a liderança com os projetos do P.G. Isso quer dizer que sucesso ou fracasso serão compartilhados com todos.
Que Deus abençoe os esforços de líderes como você, que se dispõe a servir voluntariamente à frente do Exercito do Senhor, com o Senhor dos Exércitos!

Washington Luis.

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