O alto clamor

A imagem tem ao centro uma Bíblia sendo segurada por uma pessoa, com uma estrada diante dela.

Os Adventistas do Sétimo Dia surgiram no palco da história para escrever seu último capítulo. A profecia deu a este povo um papel definido. Já nasceram predestinados como um terceiro Elias. Eles são os últimos arautos de Deus. Entendem que é seu dever e privilégio precipitar os últimos acontecimentos, proclamar a última mensagem, anunciar o último convite da graça e a hora do juízo, denunciar Babilônia e promover o estabelecimento do Reino – a volta de nosso Senhor Jesus Cristo!
Após buscarmos o poder do alto que nos capacita para a pregação do “evangelho eterno”, então, entenderemos melhor nossa missão como Igreja e como povo de Deus; sem esquecer que, quanto maior o privilégio, maior a responsabilidade.

“Mas recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo e sereis Minhas testemunhas.” Atos 1:8.

“Em sentido especial foram os adventistas do sétimo dia postos no mundo como atalaias e portadores de luz. A eles foi confiada a última mensagem de advertência a um mundo a perecer. Sobre eles incide maravilhosa luz da Palavra de Deus. Confiou-se-lhes uma obra da mais solene importância: a proclamação da primeira, segunda e terceira mensagens angélicas. Nenhuma obra há de tão grande importância. Não devem eles permitir que nenhuma outra coisa lhes absorva a atenção.” – Testemunhos Seletos 3, 288.

“Sobre nós repousa a pesada responsabilidade de advertir o mundo de sua condenação iminente. De todas as direções, de longe e de perto, chegam pedidos de auxílio. Deus convida Sua igreja a despertar e revestir-se de poder. Há imortais coroas a serem ganhas; há o reino do Céu a ser alcançado; há o mundo, perecendo na ignorância, a ser iluminado.” –Testimonies 7, 16-17.

1. Primeira mensagem angélica

A. Conteúdo da mensagem

“E vi outro anjo voando pelo meio do Céu, e tinha um evangelho eterno para proclamar aos que habitam sobre a terra e a toda a nação e tribo, e língua, e povo, dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Àquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” Apocalipse 14:6,7.

B. Tempo de proclamação da mensagem

No movimento milerita, de 1840 a 1844, e daí em diante; unindo-se com a segunda e terceira mensagens angélicas, prosseguem juntas até o Alto Clamor.

“A profecia da primeira mensagem angélica, apresentada em Apocalipse 14, teve o seu cumprimento [inicial] no movimento do advento, de 1840 a 1844. Tanto na Europa como na América do Norte, homens de fé e oração ficaram profundamente comovidos ao ser sua atenção chamada para as profecias, e, examinando o Registro Inspirado, viram convincentes evidências de que o fim de todas as coisas estava às portas.” – História da Redenção, 356.

C. Aplicação da mensagem

1) Hora do juízo

“Pelo primeiro anjo os homens são chamados a temer a Deus e dar-Lhe glória, e adorá-Lo como o Criador do céu e da Terra. A fim de fazer isto devem obedecer à Sua lei. Diz Salomão: ‘Teme a Deus, e guarda os Seus mandamentos; porque este é o dever de todo  homem.’ Ec 12:13. Sem a obediência a Seus mandamentos nenhum culto pode ser agradável a Deus. ‘Este é o amor de Deus: que guardemos os Seus mandamentos.’ ‘O que desvia os seus ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável.’ 1Jo 5:3; Pv 28:9.” – O Grande Conflito, 436.

“O anúncio: “Vinda é a hora do Seu juízo” – aponta para a obra finalizadora do ministério de Cristo para a salvação dos homens. Anuncia uma verdade que deve ser proclamada até que cesse a intercessão do Salvador, e Ele volte à Terra para receber o Seu povo. A obra do juízo que começou em 1844, deve continuar até que os casos de todos estejam decididos, tanto dos vivos como dos mortos; disso se conclui que ela se estenderá até ao final do tempo de graça para a humanidade. A fim de que os homens possam preparar-se para estar em pé no juízo, a mensagem lhes ordena temer a Deus e dar-Lhe glória, ‘e adorar Aquele que fez o céu e a Terra, e o mar, e as fontes das águas’. O resultado da aceitação destas mensagens é dado nestas palavras: “Aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus, e a fé de Jesus.” A fim de se prepararem para o juízo, é necessário que os homens guardem a lei de Deus. Esta lei será a norma de caráter no juízo. –O Grande Conflito, 435.

2) Temer, glorificar, adorar

“No capítulo 14 de Apocalipse, os homens são convidados a adorar o Criador; e a profecia revela uma classe de pessoas que, como resultado da tríplice mensagem, observam os mandamentos de Deus. Um desses mandamentos aponta diretamente para Deus como sendo o Criador. O quarto preceito declara: ‘O sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus… porque em seis dias fez o Senhor os céus e a Terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou.’ Êxodo 20:10 e 11. Acerca do sábado, diz mais o Senhor ser ele ‘um sinal, … para que saibais que Eu sou o Senhor vosso Deus’. Ezequiel 20:20. E a razão apresentada é: ‘Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a Terra, e ao sétimo dia descansou e restaurou-Se.’ Êxodo 31:17.
‘A importância do sábado como memória da criação consiste em conservar sempre presente o verdadeiro motivo de se render culto a Deus” – porque Ele é o Criador, e nós as Suas criaturas. “O sábado, portanto, está no fundamento mesmo do culto divino, pois ensina esta grande verdade da maneira mais impressionante, e nenhuma outra instituição faz isso. O verdadeiro fundamento para o culto divino, não meramente o daquele que se realiza no sétimo dia, mas de todo o culto, encontra-se na distinção entre o Criador e Suas criaturas. Este fato capital jamais poderá tornar-se obsoleto, e jamais deverá ser esquecido.’ – História do Sábado, J. N. Andrews. Foi para conservar esta verdade sempre perante o espírito dos homens que Deus instituiu o sábado no Éden; e, enquanto o fato de que Ele é o nosso Criador continuar a ser razão por que O devamos adorar, permanecerá o sábado como sinal e memória disto. Tivesse sido o sábado universalmente guardado, os pensamentos e afeições dos homens teriam sido dirigidos ao Criador como objeto de reverência e culto, jamais tendo havido idólatra, ateu, ou incrédulo. A guarda do sábado é um sinal de lealdade para com o verdadeiro Deus, ‘Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas’.” –O Grande Conflito, 437.

PARA REFLETIR
Conhecer a verdade é importante, mas no que esta mensagem está contribuindo para minha consagração pessoal?

2. Segunda mensagem angélica

A. Conteúdo da mensagem

Um segundo anjo o seguiu, dizendo: caiu, caiu a grande Babilônia, que a todas as nações deu a beber do vinho da fúria da sua prostituição.” Apocalipse 14:8.

B. Tempo de proclamação da mensagem

“A mensagem do segundo anjo de Apocalipse, capítulo 14, foi primeiramente pregada no verão de 1844, e teve naquele tempo uma aplicação mais direta às igrejas dos Estados Unidos, onde a advertência do juízo tinha sido mais amplamente proclamada e em geral rejeitada, e onde a decadência das igrejas mais rápida havia sido. A mensagem do segundo anjo, porém, não alcançou o completo cumprimento em 1844.” –O Grande Conflito, 389.

C. Aplicação da mensagem

“No capítulo 14 do Apocalipse, o primeiro anjo é seguido por um segundo anjo, que proclama: ‘Caiu, caiu Babilônia, aquela grande cidade, que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição.’ Apoc. 14:8. O termo “Babilônia” é derivado de “Babel” e significa confusão. É empregado nas Escrituras para designar as várias formas de religião falsa ou apóstata. Em Apocalipse, capítulo 17, Babilônia é representada por uma mulher – figura que a Bíblia usa como símbolo de igreja, sendo uma mulher virtuosa a igreja pura, e uma mulher desprezível, a igreja apóstata.” –O Grande Conflito, 380.

“A mulher (Babilônia) de Apocalipse 17, é descrita como estando ‘vestida de púrpura e de escarlata, e adornada com ouro, e pedras preciosas e pérolas; e tinha na sua mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundície; … e na sua testa estava escrito o nome: Mistério, a grande Babilônia, a mãe das prostituições’. Diz o profeta: ‘Vi que a mulher estava embriagada do sangue dos santos, e do sangue das testemunhas de Jesus.’ Declara ainda ser Babilônia ‘a grande cidade que reina sobre os reis da Terra’. Apoc. 17:4-6 e 18. O poder que por tantos séculos manteve despótico domínio sobre os monarcas da cristandade, é Roma. A cor púrpura e escarlata, o ouro, as pérolas e pedras preciosas, pintam ao vivo a magnificência e extraordinária pompa ostentadas pela altiva Sé de Roma. E de nenhuma outra potência se poderia, com tanto acerto, declarar que está ‘embriagada do sangue dos santos’, como daquela igreja que tão cruelmente tem perseguido os seguidores de Cristo. Babilônia é também acusada do pecado de relação ilícita com “os reis da Terra”. Foi pelo afastamento do Senhor e aliança com os gentios que a igreja judaica se tornou prostituta; e Roma, corrompendo-se de modo semelhante ao procurar o apoio dos poderes do mundo, recebe condenação idêntica.[…] A mensagem de Apocalipse 14, anunciando a queda de Babilônia, deve aplicar-se às organizações religiosas que se corromperam. Visto que esta mensagem se segue à advertência acerca do juízo, deve ser proclamada nos últimos dias; portanto, não se refere apenas à Igreja de Roma, pois que esta igreja tem estado em condição decaída há muitos séculos.” —O Grande Conflito, 382.

“Muitas das igrejas protestantes estão seguindo o exemplo de Roma na iníqua aliança com os “reis da Terra”: igrejas do Estado, mediante suas relações com os governos seculares; e outras denominações, pela procura do favor do mundo. E o termo “Babilônia” – confusão – pode apropriadamente aplicar-se a estas corporações; todas professam derivar suas doutrinas da Escritura Sagrada, e, no entanto, estão divididas em quase inúmeras seitas, com credos e teorias grandemente contraditórios.” –O Grande Conflito, 383.

PARA REFLETIR
Estaria você contribuindo para trazer “Babilônia” para dentro de sua igreja, ou mesmo para dentro de sua casa?

3. Terceira mensagem angélica

A. Conteúdo da mensagem

Seguiu-se a este; outro anjo, o terceiro, dizendo em grande voz: Se alguém adora a besta e a sua imagem, e recebe a sua marca na fronte, ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da Sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro. […] Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.” Apocalipse 14:9, 12.

B. Tempo de proclamação da mensagem

O terceiro anjo seguiu os dois primeiros; logo, sua mensagem terá de ser proclamada a partir de 1844.

C. Aplicação da mensagem

“Encerrando-se o ministério de Jesus no lugar santo, e passando Ele para o lugar santíssimo e ficando em pé diante da arca, a qual contém a lei de Deus, enviou um outro anjo poderoso com uma terceira mensagem ao mundo. Um pergaminho foi posto na mão do anjo, e, descendo ele à Terra com poder e majestade, proclamou uma terrível advertência, com a mais terrível ameaça que já foi feita ao homem. Esta mensagem estava destinada a pôr os filhos de Deus de sobreaviso, mostrando-lhes a hora de tentação e angústia que diante deles estava. Disse o anjo: “Serão trazidos em cerrado combate com a besta e sua imagem. Sua única esperança de vida eterna consiste em permanecer firmes. Posto que sua vida esteja em jogo, deverão reter com firmeza a verdade. O terceiro anjo encerra sua mensagem assim: ‘Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.’ Apocalipse 14:12. Ao dizer ele estas palavras, aponta para o santuário celeste. A mente de todos os que abraçam esta mensagem, é dirigida ao lugar santíssimo, onde Jesus está em pé diante da arca, fazendo Sua intercessão final por todos aqueles por quem a misericórdia ainda espera, e pelos que ignorantemente têm violado a lei de Deus. Esta expiação é feita tanto pelos justos mortos como pelos justos vivos. Inclui todos os que morreram confiando em Cristo, mas que, não tendo recebido a luz sobre os mandamentos de Deus, têm, por ignorância, pecado, transgredindo seus preceitos.

Depois que Jesus abriu a porta do lugar santíssimo, viu-se a luz a respeito do sábado, e o povo de Deus foi provado, como o foram os filhos de Israel antigamente, para se ver se guardariam a lei de Deus. Vi o terceiro anjo apontando para cima, mostrando aos desapontados o caminho do lugar santíssimo do santuário celestial. Entrando eles pela fé no lugar santíssimo, encontram a Jesus e a esperança e alegria brotam de novo. Vi-os olhar para trás, revendo o passado, desde a proclamação do segundo advento de Jesus, através de sua experiência, até a passagem do tempo em 1844. Vêem eles seu desapontamento explicado, e a alegria e a certeza de novo os animam. O terceiro anjo iluminou o passado, o presente e o futuro, e eles sabem que na verdade Deus os tem guiado por Sua misteriosa providência.” – Primeiros Escritos, 254.

PARA REFLETIR
Está você entendendo a importância da mensagem do terceiro anjo?
Está essa mensagem do terceiro anjo iluminando e transformando sua vida?

4. O alto clamor

A. Conteúdo da mensagem

Depois destas coisas vi descer do céu outro anjo, que tinha grande autoridade, e a terra se iluminou com a sua glória. Então exclamou com potente voz, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios, covil de toda espécie de espírito imundo e esconderijo de todo gênero de ave imunda e detestável, pois todas as nações têm bebido do vinho do furor da sua prostituição. Com ela se prostituíram os reis da terra. Também os mercadores da terra se enriqueceram à custa da sua luxúria. Ouvi outra voz do céu, dizendo: Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados, e para não participardes dos seus flagelos.” Apocalipse 18:1-4.

B. Tempo de proclamação da mensagem

Esta mensagem deveria ser proclamada:

  • Após 1844.
  • No tempo da mensagem do terceiro anjo.
  • Quando prevalecesse audaciosa incredulidade.
  • Num tempo de proliferação do espiritismo e espiritualismo.
  • Quando houvesse resistência e reação perseguidora à mensagem do sábado.

É o que se conclui do texto abaixo:

“Esta passagem indica um tempo em que o anúncio da queda de Babilônia, conforme foi feito pelo segundo anjo do capítulo 14 do Apocalipse, deve repetir-se com a menção adicional das corrupções que têm estado a se introduzir nas várias organizações que constituem Babilônia, desde que esta mensagem foi pela primeira vez proclamada, no verão de 1844. Descreve-se aqui uma terrível condição do mundo religioso. A cada rejeição da verdade o espírito do povo se tornará mais entenebrecido, mais obstinado o coração, até que fique entrincheirado em audaciosa incredulidade. Em desafio às advertências que Deus deu, continuarão a calcar a pés um dos preceitos do decálogo, até que sejam levados a perseguir os que o têm como sagrado. Cristo é desprezado com o desdém que se lança à Sua Palavra e a Seu povo. Sendo os ensinos do espiritismo aceitos pelas igrejas, removem-se as restrições impostas ao coração carnal, e o professar religião se tornará um manto para ocultar a mais vil iniqüidade. A crença nas manifestações espiritualistas abre a porta aos espíritos enganadores e doutrinas de demônios, e assim a influência dos anjos maus será sentida nas igrejas.” –O Grande Conflito, 603.

“Então a mensagem do terceiro anjo se agigantará até converter-se num alto clamor, e a Terra toda será iluminada com a glória do Senhor.” –Testimonies 6, 401.

C. Características da mensagem

O aspecto preeminente que tornará esta mensagem diferente de qualquer outra é o assinalado poder que acompanhará a sua proclamação. Este poder se fará sentir na igreja e fora dela.

“O anjo que se une na proclamação da mensagem do terceiro anjo, deve iluminar a Terra toda com a sua glória. Prediz-se com isto uma obra de extensão mundial e de extraordinário poder. O movimento adventista de 1840 a 1844 foi uma manifestação gloriosa do poder de Deus; a mensagem do primeiro anjo foi levada a todos os postos missionários do mundo, e nalguns países houve o maior interesse religioso que se tem testemunhado em qualquer nação desde a Reforma do século XVI; mas isto deve ser superado pelo poderoso movimento sob a última advertência do terceiro anjo.Esta obra será semelhante à do dia de Pentecoste. Assim como a “chuva temporã” foi dada, no derramamento do Espírito Santo no início do evangelho, para efetuar a germinação da preciosa semente, a “chuva serôdia” será dada em seu final para o amadurecimento da seara. ‘Conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor; como a alva será a Sua saída; e Ele a nós virá como a chuva, como a chuva serôdia que rega a terra.’ Osé. 6:3. ‘E vós, filhos de Sião, regozijai-vos e alegrai-vos no Senhor vosso Deus, porque Ele vos dará ensinador de justiça, e fará descer a chuva, a temporã e a serôdia.’ Joel 2:23. ‘E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do Meu Espírito derramarei sobre toda a carne.‘ ‘E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.’ Atos 2:17 e 21.
A grande obra do evangelho não deverá encerrar-se com menor manifestação do poder de Deus do que a que assinalou o seu início. As profecias que se cumpriram no derramamento da chuva temporã no início do evangelho, devem novamente cumprir-se na chuva serôdia, no final do mesmo. Eis aí ‘os tempos do refrigério’ que o apóstolo Pedro esperava quando disse: ‘Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor, e envie Ele a Jesus Cristo.’ Atos 3:19 e 20.
Servos de Deus, com o rosto iluminado e a resplandecer de santa consagração, apressar-se-ão de um lugar para outro para proclamar a mensagem do Céu. Por milhares de vozes em toda a extensão da Terra, será dada a advertência. Operar-se-ão prodígios, os doentes serão curados, e sinais e maravilhas seguirão aos crentes. Satanás também opera com prodígios de mentira, fazendo mesmo descer fogo do céu, à vista dos homens (Apoc. 13:13). Assim os habitantes da Terra serão levados a decidir-se.” – O Grande Conflito, 611-612.

D. Aplicação da mensagem

Há anos o terceiro anjo está voando pelo meio do Céu sem que o mundo atente para sua mensagem; todavia, cresce o movimento nos céus de apocalipse – é a chegada do quarto anjo.

“Vi anjos, no Céu, indo apressadamente de um lado para outro, descendo à Terra, e ascendendo de novo ao Céu, preparando-se para a realização de algum acontecimento importante. Vi então outro poderoso anjo comissionado para descer à Terra, a fim de unir sua voz com o terceiro anjo, e dar poder e força à sua mensagem. Grande poder e glória foram comunicados ao anjo, e, descendo ele, a Terra foi iluminada com sua glória. A luz que acompanhava este anjo penetrou por toda parte, ao clamar ele poderosamente, com grande voz: ‘Caiu! Caiu a grande Babilônia e se tornou morada de demônios, e abrigo de todo espírito imundo, e refúgio de toda ave imunda e aborrecível!’ Apoc. 18:2. A mensagem da queda de Babilônia, conforme é dada pelo segundo anjo, é repetida com a menção adicional das corrupções que têm entrado nas igrejas desde 1844. A obra desse anjo vem, no tempo devido, unir-se à última grande obra da mensagem do terceiro anjo, ao tomar esta o volume de um alto clamor. E o povo de Deus assim se prepara para estar em pé na hora da tentação que em breve devem enfrentar. Vi uma grande luz repousando sobre eles, e uniram-se destemidamente para proclamar a mensagem do terceiro anjo. […]

Grandes prodígios eram operados, doentes eram curados, e sinais e maravilhas seguiam os crentes. Deus estava na obra, e cada santo, sem temer as conseqüências, seguia as convicções de sua própria consciência e unia-se com os guardadores de todos os mandamentos de Deus; e com poder proclamaram amplamente a terceira mensagem. Vi que esta mensagem se encerrará com poder e força muito maiores do que o clamor da meia-noite. […]

O povo de Deus foi fortalecido pela excelente glória que sobre ele repousava em grande abundância e o preparou para suportar a hora da tentação. Vi, por toda parte, uma multidão de vozes a dizer:
Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.’ Apoc. 14:12.” – Primeiros Escritos, 277-279.

E. Proclamadores da última mensagem

Os Adventistas do Sétimo Dia são os portadores dessa luz, os proclamadores do Alto Clamor, coletiva e individualmente. Todos terão de participar desta obra a partir do momento em que começam a receber o poder do Espírito Santo.

“O Senhor convidará homens a que deixem o arado e outras ocupações, para fazerem soar a última advertência para as almas que perecem. Muitas maneiras há de trabalhar para o Mestre; o grande Instrutor despertará a inteligência desses obreiros e lhes fará ver em Sua palavra coisas maravilhosas.” – Testemunhos Seletos 3, 369.

Apesar dessa obra ser realizada por seres humanos, o poder é do Espírito Santo. Haverá uma combinação do esforço humano com o poder divino, com a subordinação do primeiro ao segundo. Além dos enganos, haverá também perigosa oposição, vinda do seio da própria igreja.

“Os anciãos, aqueles a quem Deus dera grande luz, e que ha- viam ocupado o lugar de depositários dos interesses espirituais do povo, haviam traído o seu depósito. Colocaram-se no ponto de vista de que não precisamos esperar milagres e as assinaladas manifestações do poder de Deus, como nos dias da antigüidade. Os tempos mudaram. Estas palavras fortaleceram-lhes a incredulidade, e diziam: O Senhor não faz bem nem mal. É demasiado misericordioso para visitar Seu povo com juízos. Assim, paz e segurança é o grito de homens que nunca mais anunciarão ao povo de Deus as suas transgressões, e à casa de Jacó os seus pecados. Esses cães mudos, que não querem ladrar, são aqueles que sentirão a justa vingança de um Deus ofendido.” – Testemunhos Seletos 2, 65-66.

O compromisso do povo de Deus é com a Verdade, e isto a qualquer custo.

“Não deve haver abrandamento da verdade nem dissimulação da mensagem para este tempo. A mensagem do terceiro anjo deve ser fortalecida e confirmada. O capítulo 18 do Apocalipse revela a importância de apresentar a verdade, não de maneira acanhada, mas com ousadia e autoridade. […] Tem havido demasiados rodeios na proclamação da terceira mensagem angélica. Não tem a mensagem sido proclamada com a clareza e nitidez com que deveria ter sido.” – Evangelismo, 230.

“Assim será proclamada a mensagem do terceiro anjo. Ao chegar o tempo para que ela seja dada com o máximo poder, o Senhor operará por meio de humildes instrumentos, dirigindo a mente dos que se consagram ao Seu serviço. Os obreiros serão antes qualificados pela unção de Seu Espírito do que pelo preparo das instituições de ensino. Homens de fé e oração serão constrangidos a sair com zelo santo, declarando as palavras que Deus lhes dá. Os pecados de Babilônia serão revelados. Os terríveis resultados da imposição das observâncias da igreja pela autoridade civil, as incursões do espiritismo, os furtivos mas rápidos progressos do poder papal – tudo será desmascarado. Por meio destes solenes avisos o povo será comovido. Milhares de milhares que nunca ouviram palavras como essas, escutá-las-ão.” –O Grande Conflito, 606.

É neste momento que se cumprirá definitivamente a mais cara promessa feita à cristandade:

Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra.” Atos 1:8.

“Sem o Espírito e poder de Deus, labutamos em vão para apresentar a verdade.” –Testimonies 5, 158.

Conclusão

Deus tem pressa de concluir Sua obra, de igual maneira, a igreja deveria ter pressa de concluir sua missão. O Senhor espera por aqueles que queiram “Lhe pegar na palavra”.

“Vestindo a armadura do céu, sairão à peleja, dispostos a agir ousadamente em favor de Deus, sabendo que Sua onipotência lhes suprirá as necessidades.” –Testimonies 7, 14.

De forma dramática e emocionante o profeta teceu com palavras delicadas e profundas a atitude que cada um dos fiéis filhos de Deus terá de tomar nos momentos mais difíceis de sua particular prova:

“Permanecer em defesa da verdade e justiça quando a maioria nos abandona, ferir as batalhas do Senhor quando são poucos os campeões – essa será nossa prova. Naquele tempo devemos tirar calor da frieza dos outros, coragem de sua covardia, e lealdade de sua traição.” –Testemunhos Seletos 2, 31.

Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.” Apocalipse 14:12.

PARA REFLETIR
Você percebe a relação entre pentecostes, chuva serôdia e quarto anjo? Estamos, como igreja, conscientes de que sem o Espírito de Deus pouco adianta pregar a Verdade?

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