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Qui, 26 de Janeiro de 2012 12:26Outro dia perguntei à minha igreja se as pessoas de nossa cidade sentiriam nossa falta caso fôssemos embora. E se de uma hora para outra, todos nós tivéssemos que mudar, não restando nenhum membro de nossa igreja, a cidade sentiria nossa falta? A resposta a esta pergunta poderá revelar qual a relevância de nossa igreja para nossa comunidade.
Nossa presença deveria ser sentida, nossas ações precisam ser relevantes. William Beckham afirma em sua obra A segunda reforma, que "a igreja deveria fazer o que nenhuma outra instituição humana seria capaz de realizar".
Na idade média, movimentos migratórios ocorreram em consequência da "peste negra". Milhares de pessoas abandonavam cidades com focos da doença (conhecida também como peste bubônica) na tentativa de evitar o contágio. Mesmo sob efeitos da superstição e crendices absurdas, vários grupos de cristãos genuínos permaneciam exatamente onde a "peste" era mais sentida. Homens e mulheres decididos a fazer o que ninguém mais queria. Com risco da própria vida, esforçaram-se para salvar quem já não tinha mais esperança.
Uma das melhores estratégias para alcançarmos a sociedade em geral e a comunidade em particular é o que chamamos de Portas Laterais. As Portas Laterais são um sistema de atendimento a indivíduos e suas famílias, visando o aprimoramento de talentos, a descoberta de habilidades e o auxílio imediato de suas necessidades básicas.
Em cada comunidade quase, há grande número dos que não assistem a qualquer cerimônia religiosa. Se se quer alcançá-los com o evangelho, este deve ser levado a seus lares. Muitas vezes é a libertação de suas necessidades físicas o único caminho pelo qual se pode deles aproximar. Review and Herald, 9 de maio de 1912.
Na providência de Deus, os que dispõem de meios têm sido trazidos para a verdade para que, conforme a obra for crescendo, as necessidades de Sua causa possam ser atendidas. Review and Herald, 16 de setembro de 1884.
O pecado é o maior de todos os males, e é nosso dever compadecer-nos dos pecadores e auxiliá-los. Nem todos podem ser alcançados do mesmo modo, porém. Muitos há que ocultam sua pobreza de alma. Estes seriam grandemente auxiliados por uma palavra terna ou por uma boa lembrança. Outros estão na maior indigência, contudo não o sabem. Não reconhecem a terrível privação da alma. As multidões estão tão submersas no pecado, que perderam todo o senso das realidades eternas, perderam a semelhança de Deus, e mal sabem se têm alma para ser salva ou não. Não têm nem fé em Deus, nem confiança no homem. Alguns destes só podem ser alcançados por atos de beneficência desinteressada. Precisam ser primeiramente atendidas as suas necessidades materiais. Precisam ser alimentados, limpos e vestidos decentemente. Ao verem a prova de vosso amor desinteressado, ser-lhes-á mais fácil crerem no amor de Cristo. Parábolas de Jesus, pág. 387.
O efeito do pecado é mais devastador que qualquer doença incurável. Sabendo o que sabemos, ainda poderíamos ficar indiferentes àqueles que perecem à nossa volta?
Manolo Damasio
Fonte: www.realidadedistrital.com
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26-01-2012
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