Estamos de volta
Seg, 10 de Janeiro de 2011 23:49
Não faz muito tempo, métodos de crescimento de igreja eram escassos e personalistas e, via de regra, desconhecidos e dispendiosos. Quanto à conservação de membros, não era a preocupação da vez. Muitas campanhas evangelísticas mobilizavam cidades inteiras, batizavam números expressivos de pessoas para, em seguida, abandoná-las vítimas da sorte ou do infortúnio, engordando números estatísticos e vaidades humanas.
Mas uma nuvem, como a vislumbrada pelo servo de Elias (1Reis 18:44), começou a surgir no árido horizonte das religiões, oferecendo esperança e instrumentos na construção de uma igreja mais humana, mais solidária e mais evangélica. Estamos falando de Pequenos Grupos ou Células.
Nosso Portal de Pequenos Grupos ou Células (PPG), há vários anos, vem servindo às igrejas com oferta de materiais que contenham instrução, motivação, desenvolvimento e, a partir de agora, com novo conteúdo bíblico, teológico e histórico. Cada vez mais o movimento de Pequenos Grupos/Células torna-se um fenômeno mundial, aumentando sua importância, bem como sua necessidade de uma base teórica, fundamentada em seus marcos bíblicos e teológicos.
Portanto e, para isso, estamos de volta. Renovados e repaginados para servir, com alegria cristã e amor fraterno, a todos os que amam Pequenos Grupos/Células e deles se utilizam como agente de crescimento de igreja e conservação de seus membros, e de preparo para testemunhar com poder sobre a mensagem da cruz de nosso Senhor Jesus Cristo e de Seu breve e glorioso retorno, bem como resgatar Sua igreja para além da culpa do pecado, do sofrimento e da morte.
Memória Curta
Sex, 17 de Junho de 2011 11:27Às vezes, depois de apresentar a mensagem à igreja, eu volto para casa e me pergunto: “quanto tempo durará o efeito? Que impacto a mensagem de hoje causará na rotina de cada ovelha, de cada família?”
Na tentativa de reafirmar pontos essenciais de nossa caminhada, permita-me trazer à tona o assunto mais uma vez.
Um reavivamento da verdadeira piedade entre nós, eis a maior e a mais urgente de todas as nossas necessidades. Buscá-lo, deve ser a nossa primeira ocupação. Importa haver diligente esforço para obter a bênção do Senhor, não porque Deus não esteja disposto a outorgá-la, mas porque nos encontramos carecidos de preparo para recebê-la. Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 121.
Quais seriam as condições para recebermos tal benefício?
§ 1. Confissão
Não pode haver pecados acariciados, não confessados no meio do povo de Deus. Nossa família precisa estar em dia com Deus. Não há quem não peque, mas só haverá perdão se houver confissão (Lv 5:5).
§ 2. Humilhação
O espírito de disputa e supremacia deve ser eliminado do seio da igreja. Precisamos desenvolver características próprias àqueles que são chamados pelo nome de Cristo (Mt 5:3).
§ 3. Arrependimento
Mudança radical de nossas ações. Um retorno ao primeiro amor. Um genuíno recomeço. É o Espírito Santo que provoca isso no crente. Não somos capazes de reconhecer nossas reais necessidades sem a operação da terceira Pessoa da trindade.
§ 4. Fervorosa oração
Cultos de quarta, madrugadas, SALA 57, lição da Escola Sabatina, Pequeno Grupo ou qualquer ferramenta que contribua com uma vida de oração não deve ser negligenciada. Acima de tudo, a oração secreta deve ser nutrida diariamente. Não esqueça que só podemos esperar um reavivamento em resposta à oração.
“Precisa haver um reavivamento e uma reforma, sob a ministração do Espírito Santo. Reavivamento e reforma são duas coisas diversas. Reavivamento significa renovação da vida espiritual, um avivamento das faculdades da mente e do coração, uma ressurreição da morte espiritual. Reforma significa uma reorganização, uma mudança nas idéias e teorias, hábitos e práticas. A reforma não trará o bom fruto da justiça a menos que seja ligada com o reavivamento do Espírito. Reavivamento e reforma devem efetuar a obra que lhes é designada, e no realizá-la, precisam fundir-se”. Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 128.
Manolo Damasio
Memória Curta
17-06-2011
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Um grande momento (A Great Moment)
Ter, 08 de Fevereiro de 2011 07:59Há mais de 20 anos ininterruptos venho desenvolvendo um ministério com grupos pequenos. Meus filhos cresceram vendo e participando de reuniões de grupos pequenos em nossa casa. Vi minhas igrejas alegres e felizes reunidas em grupos pequenos. Tenho acompanhado e contribuído no desenvolvimento de grupos pequenos pelo Brasil e em outros países também. Lembro-me das dificuldades do início. Todo início é difícil; todo pioneiro sofre para abrir caminhos e seguir por estradas íngremes e não aplanadas; por visualizar algo que somente ele enxerga naquele momento. Mas tem valido a pena cada dia, cada trabalho, cada noite mal dormida, ou mesmo não dormida por este ministério. Estamos vivendo um grande momento. Tenho visto o bem que os grupos pequenos têm trazido às pessoas, às famílias, às igrejas, numa corrente de otimismo e felicidade, ao redor do mundo. Sinto profunda simpatia e gratidão por todos aqueles que laboram neste mesmo ministério.
Quando iniciamos nosso Portal de Pequenos Grupos – Células foi com o objetivo de servir às igrejas. Ainda no final dos anos 90 e início da nova década e milênio, percebemos que um site seria um caminho importante para incentivar, orientar e, se possível, ajudar líderes e pastores que tivessem alguma necessidade e nutrissem a mesma paixão por grupos pequenos. Percebo que, de alguma forma, isso tem sido uma realidade. Aproveito para me solidarizar com aqueles que nos têm visitado, especialmente os de outros países como Estados Unidos, Cabo Verde, Rússia, Japão, Portugal, Venezuela, Suíça, França, Itália, Canadá, Espanha, Moçambique, Angola, Inglaterra, África do Sul, Guatemala, Nova Zelândia, Porto Rico, Argentina, Israel, Alemanha, entre outros. Talvez vocês estejam enfrentando severas dificuldades não somente com os grupos pequenos, mas com a própria pregação do Evangelho. Como tenho dito: Resistir sempre, desistir jamais. Talvez você não veja, mas certamente “a nuvem do Senhor” (Êxodo 40:38) está sobre você, sobre todos nós.
Umberto Moura
A Great Moment (English version)
For over 20 uninterrupted years I have developed a small group ministry. My children grew up watching and participating in small group meetings in our home. I saw my churches joyful and happy meeting in small groups. I have watched and contributed to the development of small groups in Brazil and other countries too. I remember the initial problems. Every beginning is difficult, every pioneer struggles to open paths and follow steep and not flattened roads, to view something that only he sees at that moment. But it has been worth every day, every work, every sleepless night, or even not slept at all through this ministry. We are living a great moment. I've seen the good that small groups have brought to people, families, churches, in a current of optimism and happiness around the world. I feel deep sympathy and gratitude for all those who labor in this ministry.
When we started our Small Group Portal - Cells it was aimed at serving the churches. In the late 90s and in the beginning of the new decade and millennium, we realize that a website would be an important way to encourage, guide and, if possible, to help pastors and leaders who have some need and nurture the same passion for small groups. I realize that, somehow, this has been a reality. I take this opportunity to express my solidarity with those who have visited us, especially those from other countries like the United States, Cape Verde, Russia, Japan, Portugal, Venezuela, Switzerland, France, Italy, Canada, Spain, Mozambique, Angola, England, South Africa , Guatemala, New Zealand, Puerto Rico, Argentina, Israel, Germany, among others. Perhaps you are facing severe difficulties not only with small groups, but also with the very preaching of the Gospel. As I have said: Resisting ever, and ever giving up. You might not see, but surely "the cloud of the Lord” (Exodus 40:38) is upon you, on us all.
Umberto Moura
Mais Simples
Dom, 13 de Fevereiro de 2011 19:40Não demorou muito começou a aparecer um cheiro de queimado. E quando fomos ver, percebemos que a forma estava pequena demais para a quantidade de massa que começou a transbordar; e, no final, o bolo ficou murcho e queimado. Às vezes os Pequenos Grupos me parecem um bolo grande numa forma pequena. São tantos os ingredientes colocados, tantos detalhes e acréscimos que no final tudo parece se derramar pelas bordas, e tudo começa a murchar e a perder o sabor.
Também percebi que o preparo de líderes e seu desenvolvimento parecem uma carreira militar. Eu tenho formação militar e percebi isso muito bem. Em alguns casos lembra um recruta que vai crescendo até ser tornar um general; ou um grumete que vai se desenvolvendo até chegar a um almirante de esquadra. É muita coisa. São muitos detalhes, papéis, insígnias, bandeiras, faixas, camisetas, pavilhões, divisão, galardões.... E uma hierarquia cansativa e artificial. Para se chegar a líder principal de uma igreja é necessário passar por um número de requisitos, metas, postos e promoções inimagináveis. É assustador. Nada disso é bíblico, e muito pouco contribui na implantação, desenvolvimento e consolidação de um programa forte e consistente.
Pense nos apóstolos vivendo hoje. Pense no apóstolo Paulo vivendo hoje. Será que ele chegaria à sua igreja, abarrotado dessa parafernália toda? Será que a sua capacidade de convencimento estaria nesses apetrechos, alguns deles folclóricos? Os membros das igrejas talvez pensem que essa buginganga toda é recomendação bíblica para se fazer evangelismo e ganhar almas e ter sucesso nos Pequenos Grupos.
Não quero dizer que certos instrumentos não possam ser utilizados, que certos materiais ilustrativos nunca devam ser usados como motivação, mas precisamos cuidar para que a massa não fique muito maior que a forma, e o bolo transborde, queime e murche.
Há uma verdade que é quase um princípio: se você gasta mais tempo para explicar como fazer do que fazendo, algo está errado. Se você gasta mais tempo para explicar como uma máquina de moer milho funciona, mais tempo do que a máquina passa funcionando moendo milho, algo está errado ou com a máquina, ou com o fabricante ou com o operador.
Nós estamos em guerra. Não podemos ficar 15, 20 anos ensinando soldados a usar uma arma. Há igrejas estagnadas, desiludidas com seu programa, com sua liderança, enquanto existem milhares de almas a serem salvas. Não podemos ficar experimentando e trocando de equipamento; ou perdendo tempo com outros de pouca utilidade durante tanto tempo.
Oportuno ainda é lembrar que, quando um soldado vai à guerra, ele não leva muita coisa além do essencial E quando tudo é essencial, aquilo que é essencial deixa de ser. Entendo, claro, que existem algumas culturas que tem mais gosto por festas, por movimentos, por cores, etc.. tudo bem. Mesmo assim é necessário entender que estamos em guerra. Por isso necessitamos de líderes que pensem no combate, nos deslocamentos rápidos, na eficiência da tropa e na conquista do território. O erro de Israel foi achar que Canaã estava conquistada e começaram a inventar coisa.
E, finalmente, os combatentes precisam estar bem alimentados. Em muitas reuniões, encontros festivais, congressos, assembléias, o que for, precisa-se dedicar menos tempo aos discursos e promoções e mais tempo à oração e ao estudo da Palavra. O povo precisa sair não animado e eufórico, mais feliz e cheio do poder do Espírito Santo. O povo precisa de menos transpiração e mais inspiração. Assim o povo de Deus estará apto para os rigores de uma missão tão desafiadora, qual seja, a de consolidar a Igreja e salvar o mundo.
Falei de coração. Que Deus abençoe seu ministério, sua liderança, seu Pequeno Grupo, sua Célula.
Monocultura dos Pequenos Grupos
Sex, 04 de Março de 2011 12:34Algumas regiões agrárias dos Estados Unidos, e em menor escala, também no Brasil, são ocupadas por uma só espécie de plantação. Se a área é boa para soja, então toda a região é ocupada pela plantação de soja. Mas se a terra é boa para tomate, então se planta tomate, e assim é com o milho, com o feijão e assim por diante. São milhares de hectares ocupados por uma única cultura. Por isso se chama monocultura, uma região ocupada pela plantação de um único produto.
É possível que isso venha a ocorrer, ou mesmo esteja ocorrendo, com os Pequenos Grupos. Encher uma mesma região com um só método, com um só estudo, com uma só estratégia, com um só objetivo, e outros “um só”, poderá oferecer uma colheita previsível e não desejada. Não raro ouvimos falar de certas culturas prejudicadas pelas geadas. De repente um produto desaparece do mercado. Ocorre um aumento exagerado de preço, e chega a mexer com a economia de todo o país. As causas variam, mas quando uma mesma cultura é atingida, as consequêcias são as mesmas.
É muito tentador olhar para o terreno do vizinho e ver sua plantação florescer e dar abundantes frutos e rica colheita. É um convite irresistível para se fazer o mesmo em nosso terreno. Logo lançamos a semente e também aguardamos a mesma colheita farta como a do vizinho. Algumas questões, entretanto, precisam ser avaliadas. Por exemplo: o clima é o mesmo? O solo tem as mesmas características? Que tipo de adubo o vizinho usou? Os lavradores e técnicos deram a mesma assistência? A semente é de boa qualidade? Há risco de praga na lavoura? E por vai. Essas questões sugerem que pode haver variáveis importantes que alteram significativamente a colheita.
Essa figura de linguagem talvez esclareça porque os Pequenos Grupos dão resultados diferentes em diferentes lugares. Seria uma pena que uma recomendação divina para a igreja terminasse numa frustração. Quando Deus orientou os israelitas para plantar na terra, era a garantia divina para uma boa colheita. Temos razão para acreditar que os Pequenos Grupos darão uma boa colheita, trarão os resultados esperados porque têm garantia divina.
Os israelitas certamente sabiam dos riscos e procuravam não negligenciar o trabalho e a fé com os quais deveriam laborar em suas plantações. Certa ocasião Jesus Se utilizou de uma parábola para adverti-los dos perigos que uma plantação poderia correr. Ele disse que, “enquanto os trabalhadores dormiam, veio o inimigo e semeou o joio” no meio da plantação. E quando as sementes de trigo brotaram, ao invés de aparecer somente a boa semeadura, apareceu também a erva daninha. Além dos perigos naturais, também existem os perigos sobrenaturais – “o inimigo” (ver Parábola do Joio, Mt 13:36-43).
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Monocultura dos Pequenos Grupos
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"Não Tenho Outro Plano"
Ter, 22 de Março de 2011 18:10O plano da salvação é um plano lindo. Motivado pelo amor de um Deus maravilhoso. Incluir os seres humanos no plano de salvar os seres humanos foi uma ideia divina. Todos os salvos estarão eternamente gratos a Deus por tê-los incluídos no plano de salvar-se salvando seus amigos, irmãos, parentes e todos aqueles por quem trabalharam e pregaram.
Entretanto, o plano da salvação tem um custo: a morte. Para nos salvar, Jesus morreu – esse é o preço. Mas o plano da salvação não faria sentido se as pessoas não soubessem que elas estão incluídas neste plano; que Jesus morreu por elas; isso inclui cada uma das pessoas deste sofrido planeta.
Conta-nos uma alegoria que Cristo, ao retornar ao Céu, após Sua morte e ressurreição, encontra-Se com o anjo Gabriel e acontece o seguinte diálogo:
Diálogo entre Cristo e Gabriel:
Gabriel: Mestre, morreste por todo mundo, não é verdade?
Jesus: Sim.
Gabriel: Deves ter sofrido muito – disse olhando Seu formoso rosto que mostrava cicatrizes inapagáveis.
Jesus: Sim – foi a resposta com uma voz cheia de profundo sentimento.
Gabriel: Bem, Mestre, qual o Teu plano para fazer saber a todo o mundo que morreste por todos? Qual o Teu plano?
Jesus: Bem, Eu recomendei a Pedro, a Tiago, a João, assim como a André e alguns outros... que façam do cumprimento desse encargo a obra de sua vida; devem contar Minha história a outros, até que o último homem do rincão mais afastado da Terra haja ouvido a história e haja sentido a influência do seu poder.
Gabriel: Sim, mas suponhamos que Pedro não cumpra seu dever; que dentro
Jesus: Não tenho outro plano, estou contando com eles.*
Um dia Jesus chamou os discípulos e explicou para eles o plano da redenção. Disse-lhes que para salvar a humanidade todos os discípulos estariam precisariam participar. Plano seria assim, disse Jesus: eu morro e vocês anunciam. Os discípulos ficaram perplexos. A diferença entre as partes no plano era muito grande, imensa. Jesus iria morrer e eles deveriam apenas anunciar? Eles deveriam apenas falar que Ele morreu? Sim. Este é o plano, disse Jesus: Eu morro e vocês anunciam.
Jesus não pediu muito aos discípulos. Assim como Ele não pede muito de nós. Até hoje nada mudou; o plano é o mesmo. Jesus morreu e Seus discípulos devem anunciar ao mundo sobre Sua morte. A parte mais difícil do plano Jesus assumiu – Ele morreu. A parte mais fácil é a nossa – somente anunciar Sua morte. Este é o plano.
* Fonte: Revista do Ancião, Julho-Setembro, 1997, 23.
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Um Alerta ao Programa de Pequenos Grupos
Ter, 03 de Maio de 2011 08:44Um Alerta ao Programa de Pequenos Grupos
A importância de um debate fraterno, solidário e amplo sobre os Pequenos Grupos não pode ser adiado ou subestimado, enquanto o mesmo poderia provocar uma reflexão que favorecesse o aprofundamento no diálogo sobre suas questões mais urgentes, alargaria a oportunidade de tornar claro os marcos de sua fundamentação bíblica que, por sua vez, confirmam os Pequenos Grupos como um caminho seguro para a Igreja. Desde que devidamente considerado, o debate amplo, desde suas bases, através de seus canais pensantes e operantes, facilitaria o avanço em direção a seu amadurecimento.
Esse debate, tendo em vista a eficiência e eficácia dos Pequenos Grupos como instrumento de evangelização, conservação e reavivamento da Igreja, precisa avançar em seus desdobramentos atingindo, e com urgência, as diversas lideranças eclesiásticas, para sua estabilização e avanço de seu papel no cumprimento da missão.
Pelo grau de desconfiança que ainda persiste, pela possível falta de conhecimento da existência de um lastro bíblico disponível, pela necessidade não considerada de um debate livre e profundo, os Pequenos Grupos correm um sério risco de passarem à história como uma oportunidade fracassada.
Algo necessário e urgente precisa ser feito. E podemos fazê-lo, se avançarmos por um caminho de conciliação, humildade e liberdade, guiado pelo Espírito Santo de Deus. Se assim não o fizermos continuaremos vulneráveis e à disposição de francos atiradores. Ainda podemos salvar os Pequenos Grupos como programa de Deus para Sua Igreja.
A Igreja não pode demonstrar, em função de críticas não fundamentadas e dissimulações defensivas decorrente da falta de acesso à informação, que está confusa em relação aos Pequenos Grupos. Os recursos bíblicos e teológicos estão disponíveis e à disposição de toda a sua liderança. O programa pode até ser preterido, caso assim a Igreja o decida; porém, jamais deveria fazê-lo pela falta de conhecimento, convicção e liberdade ampla de todos os instrumentos possíveis e disponíveis, e harmoniosamente no Senhor, como “convém aos santos” (Rm 16:2).
As opiniões levantadas por paixão ou capricho, não deveriam superar os estudos elaborados e fundamentos no texto bíblico, além de não ser sábio ignorar as evidências históricas de sua trajetória, cujos resultados têm sido evidentes.
O Princípio Ganha-Ganha
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Líder Autoestima
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Causa Mortis de Cristo
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Primeiro de Abril
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Como Vivia a Igreja Primitiva II
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Como Vivia a Igreja Primitiva
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O Líder Como Uma Águia
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As Cinco Perguntas do Presidente
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O Poder do Espírito Santo na Conquista de Almas
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Relevância
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Há Cem Anos
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Mensagem de Abertura dos Pequenos Grupos
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Vantagens dos Pequenos Grupos na Liderança da Igreja
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Entusiasmo
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Ocupados Demais
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Pequenso Grupos - O Que É Isso?
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Você precisa usar a palavra Célula para descrever seu Pequeno Grupo?
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Uma Mensagem a Garcia
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Preparo para a Chuva Serôdia
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Convicçãoe Atitude na Implantação dos Pequenos Grupos - Células
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A Difícil Missão de Pregar a Palavra
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A Busca do Poder
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A Departamentalização e o Futuro dos Pequenos Grupos
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Memória Curta
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Um Alerta ao Programa de Pequenos Grupos
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Não Tenho Outro Plano
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Monocultura dos Pequenos Grupos
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A Departamentalização e o Futuro dos Pequenos Grupos
Qui, 30 de Junho de 2011 10:31Como será o futuro dos Pequenos Grupos nas igrejas departamentalizadas visto sua construção estar sendo desenvolvida numa estrutura paralela ?
Se as profecias não forem abandonadas os Pequenos Grupos jamais deixarão de estar presentes no programa oficial da Igreja. Os Pequenos Grupos têm valor profético e escatológico. A igreja do futuro não prescinde dessa marca apostólica. Porém, a pergunta é importante e tem sido feita em vários lugares, por muitas pessoas, o que reflete uma preocupação sincera com o futuro do movimento.
Trabalhei com os Pequenos Grupos no contexto de uma igreja departamentalizada em dois distritos, e o resultado foi extraordinário. Creio que esse resultado foi alcançado devido uma leitura clara das prioridades, e de um caminho sem embaraço para o trânsito dos Pequenos Grupos na igreja local. Traduzindo: os Pequenos Grupos eram o programa da igreja local integrados ao programa geral da IASD, principalmente no Evangelismo e na Escola Sabatina. O evangelismo era feito a partir de, ou em direção aos Pequenos Grupos; e a Escola Sabatina uniu-se aos Pequenos Grupos e vice-versa, tornando-se ambos um programa cooperativo e não-concorrente.
Se o Evangelismo e a Escola Sabatina caminharem integrados aos Pequenos Grupos a igreja funcionará bem, pois os demais departamentos não oferecem dificuldades maiores para essa integração. Por exemplo, os jovens – JA – seguem realizando seus programas e ações sem interferências maiores; assim também os Departamentos de Lar e Família, Mordomia, Dorcas, etc.
A maior dificuldade que percebi como pastor distrital, departamental e pesquisador dos Pequenos Grupos há mais de 20 anos encontra-se nas estruturas administrativas e políticas da Igreja. Quando um administrador baseado em sua patente, sem nenhum conhecimento ou convicção, determina por compulsão a prática dos Pequenos Grupos e, através dos mesmos, alcançar resultados numéricos impressionantes tendo em vista o status quo esta é a verdadeira ameaça ao futuro do programa. A segunda dificuldade que posso perceber, ainda no campo político-administrativo está na condução pragmática dos Pequenos Grupos. Seria mais ou menos assim: onde os Pequenos Grupos estão dando resultado expressivo? Como estão sendo feitos? Então vamos fazer da mesma maneira! E da mesma maneira é muito difícil porque os elementos fundamentais do processo mudam com a mudança de pessoas, compreensão e outros fatores. Em terceiro lugar, percebo que alguns estão ensinando aquilo que não aprenderam. Como disse certo pastor: “Quem sabe faz, quem não sabe ensina”. Existe, na prática, uma espécie de usurpação do saber. Alguns, por força hierárquica, assumiram o controle dos Pequenos Grupos no Brasil, têm discurso bonito e até certo ponto acertado, mas não conhecem as curvas do caminho, não vivenciaram o processo, conhecem o programa pela leitura (que querem imitar) de livros comprometidos com uma teologia que a Igreja Adventista foge desde seus primórdios e pioneirismo histórico.
Umberto Moura
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A Busca do Poder
Dom, 07 de Agosto de 2011 20:31O povo de Deus está se arregimentando para cumprir a sua missão no último ato do drama da odisséia humana. E deve ser o nosso mais profundo anseio, orar e buscar com determinação a concretização da mais cara promessa de Jesus Cristo à Sua igreja - o poder do Espírito Santo como nos dias apostólicos.
Apesar de nossa reconhecida necessidade, nossos passos ainda estão incertos, nossos olhos ainda vagueiam inquietos sobre as cenas interessantes do mundo, e nossa mente distraída, parece ignorar que a última noite se aproxima, para encerrar em cadeias eternas o dia da oportunidade.
Necessitamos urgentemente de um estilo de vida cristã que assimile a proposta bíblica de buscar "em primeiro lugar" o reino do Céu e a sua justiça (Mateus 6:33). Precisamos urgentemente, sim, de um projeto de vida que atenda a nossa difícil realidade e transforme nossa tediosa expectativa em fé operante e definitiva; que nos faça ver a proximidade de nosso glorioso amanhã e nos faça aceitar o desafio de apressá-lo. Precisamos de um programa pessoal de vida, no qual possamos desenvolver uma busca constante do poder do Espírito Santo através da "oração", da "comunhão" entre os irmãos, da "perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus." Apocalipse 14:12.
Jesus prometeu: “Recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como
Afinal, chegara o momento do Filho de Deus retornar para a destra de Seu Pai, e Suas últimas palavras são mais do que uma promessa, são mais do que uma profecia, são a segura descrição de um vindouro amanhã; transformador na vida dos discípulos e revolucionário para o mundo inteiro, com uma repercussão sem fronteiras geográficas ou cronológicas. Isso veio ocorrer dez dias depois de Sua partida na festa do Pentecostes, ocasião
A Difícil Missão de Pregar a Palavra
Sex, 12 de Agosto de 2011 18:21A julgar pela reação da platéia, o Pregador daquele sábado pela manhã, em Nazaré foi muito mal. Sua pregação foi um desastre. Ele não conseguiu Se entender com a Sua audiência. A mensagem foi tão inoportuna que eles não esperaram o Pregador terminar – já pegaram em pedras para apedrejá-Lo. Ele foi tão contundente que Seus ouvintes quiseram matá-Lo.
O momento era tenso. O Pregador era jovem, desconhecido como pregador na cidade. Ele não era exatamente o pregador agendado daquela manhã. Mas como houve uma oportunidade, Ele sentiu ser Seu dever aproveitá-la. Talvez Seu estilo de vida reservado, talvez por não ter frequentado nenhuma escola de elite da cidade, talvez sua condição social humilde tenha pesado no julgamento que Lhe fizeram.
O momento era tenso. Tudo parecia depender da reação do público: como iria aceitá-Lo? Como a repercussão daquela pregação poderia influenciar Seu ministério? Ele havia Se preparado para àquela hora. Ele havia renunciado a uma vida de felicidade, havia abandonado o poder máximo, ao trono de um Reino vitalício a fim de salvar aquele povo; e agora, aqueles a quem Ele viera salvar rejeitavam-nO. Não quiseram ouvi-Lo. Não aceitaram sequer ter uma primeira conversa.
O momento era tenso. Ele poderia, com todo direito, dizer: Bem, vocês não quiseram minha salvação, meu livramento, pois vou embora. Morram. Mas Ele não fez isso. Infelizmente Sua trajetória de pregador, em outros momentos e lugares não melhorou muito. Em outros momentos e lugares tentaram fazer a mesma coisa: matá-Lo. Até que conseguiram.
Certa ocasião um pitoresco episódio tomou lugar num certo festival de musica, envolvendo um cantor chamado Sergio Ricardo. Ele participava do III Festival de Música Popular Brasileira, promovido e transmitido pela TV Record, em 1967, quando, num momento antológico, o cantor foi vaiado pelo público e, nervoso, quebrou o violão, atirou-o contra a plateia e foi embora.
Às vezes fico nervoso, frustrado e triste por não conseguir passar a mensagem de Deus para minha audiência. Tenho vontade de imitar Sérgio Ricardo. Jogar o microfone para trás e ir embora, resmungando: então morram! Mas quando penso no Pregador daquela manhã, em Nazaré; no Seu tipo de atitude, após ser vaiado, rejeitado, quase apedrejado e morto, sinto que não tenho esse direito, nem me resta outro dever, a não ser pregar o Evangelho.
Não é incomum os pregadores saírem com a sensação de que sua audiência não foi boa; sua pregação não atingiu os corações; sua mensagem não causou o impacto esperado. Alguns se voltam para Deus, em nome de Quem falaram, com uma pergunta: o que aconteceu, Senhor? Fiz como me mandaste: esforcei-me, preparei-me, dei-me para esta hora; orei, madruguei, vigiei, mas não senti Teu poder na mensagem! Alguns ficam por horas deprimidos, atônitos, chocados até, sem entender por que, aparentemente, fracassaram na pregação.
Devo dizer que o sucesso de uma pregação não pode ser medido por nossas sensações íntimas e particulares. Nosso dever como pregador é pregar. Deus não garantiu que nos faria sentirmos bem. Isso não faz, necessariamente, parte do sucesso de uma pregação. O sucesso da pregação é pregar no poder de Deus. O resultado é uma questão dEle.
O Pregador de Nazaré certamente não ficou feliz com o ocorrido, mas ficou contente pela oportunidade de cumprir Sua missão. Se o pregador teve sua vida consagrada a Deus, empenhou-se com toda sua força, cuidou de si “mesmo e da doutrina”, então, independente da resposta à sua mensagem, pode voltar para casa no conforto do Espírito. Sendo assim, pode entender que, pregar é missão, não é sensação.
Umberto Moura
A Difícil Missão de Pregar a Palavra
12-08-2011
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