Os Pequenos Grupos têm sido apresentados frequentemente sob a perspectiva das vantagens que os mesmos oferecem em suas práticas. E, de fato, elas existem mesmo, principalmente quando comparamos igrejas convencionais, ou igrejas de programa, com igrejas em Pequenos Grupos.
Vejo vantagens, por exemplo, como (1) o amplo envolvimento da membresia, (2) a expansão da liderança, (3) a dinamização de projetos e programa, (4) os resultados evangelísticos, (5) a conservação dos membros e, algo que muitas vezes não é notado nem contabilizado, mas que no conjunto, é muito importante para a consolidação do programa, é (6) a reconversão de muitos dos próprios membros da igreja; alguns cuja vida e propósito perderam a cor, o sabor, e permanecem parados na igreja como carros velhos abandonados, enferrujando em antigos estacionamentos, tomados pela ferrugem e pelo mato.
Creio, entretanto que, a maior vantagem para o pastor cuja igreja funciona em Pequenos Grupos é a facilidade de liderar a igreja em direção aos objetivos e resultados, tendo em vista o cumprimento da missão. O pastor Miguel Cerna, quando desenvolvia um excelente projeto de Pequenos Grupos na Califórnia, EUA, certa vez declarou que dirigia sua igreja com um dedo – o dedo com o qual discava o telefone. Fiquei impressionado, e pensei: se isso é possível, irei conseguir também.
Certa ocasião, depois de ter os Pequenos Grupos implantados e consolidados em minhas igrejas, encontrava-me ausente, e percebi que não conseguiria retornar a tempo para realizar a programação daquele fim de semana – uma Assembléia de Pequenos Grupos. Liguei para um só de meus líderes, ele mobilizou a membresia com apaixonada dedicação, e tudo funcionou como se eu estivesse presente, ou, talvez, até melhor.
O trabalho para colocar uma igreja a funcionar em Pequenos Grupos é dobrado no início, assim como todo corpo precisa de mais energia e combustível para retirá-lo da inércia, e colocá-lo em movimento, também acontece com a igreja, que é um corpo, muitas vezes estacionado, parado. Mas depois é muito mais fácil movimentá-la, liderá-la, fazê-la andar. Assim como é bem mais fácil dirigir, ou direcionar um objeto em movimento, o mesmo acontece com a igreja. Quando está em movimento, é bem mais fácil conduzi-la em direção aos alvos e objetivos desejados.
Umberto Moura
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