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Seg, 07 de Novembro de 2011 20:46

Ocupados Demais

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“Não andeis ansiosos pela vossa vida.... basta a cada dia o seu próprio mal” (Mateus 6:25).

Uma das características mais óbvias de nossa vida diária é que estamos sempre ocupados. Passamos nossos dias cheios de coisas para fazer, pessoas a encontrar, projetos a terminar, telefonemos a dar, emails a ler e responder, compromisso a cumprir.

Por falar em email, um dia desses recebi um email com o título: “Homem morto trabalha por uma semana”. Fiquei curioso. Abri o email que dizia assim:

“Os Gerentes de uma Editora estão tentando descobrir, porque ninguém notou que um dos seus empregados estava morto, sentado à sua mesa há cinco dias. George Turklebaum, 51 anos, que trabalhava como Verificador de Texto numa firma de Nova Iorque há 30 anos, sofreu um ataque cardíaco no andar onde trabalhava (open space, sem divisórias) com outros 23 funcionários.

 “Ele morreu tranquilamente na segunda-feira, mas ninguém notou até ao sábado seguinte pela manhã, quando um funcionário da limpeza o questionou, porque ainda estava a trabalhar no fim de semana. O seu chefe, Elliot Wachiaski, disse: ‘O George era sempre o primeiro a chegar todos os dias e o último a sair no final do expediente, ninguém achou estranho que ele estivesse na mesma posição o tempo todo e não dissesse nada. Ele estava sempre envolvido no seu trabalho e fazia-o muito sozinho’”.

Nossa vida frequentemente se parece com bolsas abarrotadas estourando nas costuras. De fato estamos sempre ansiosos pelos compromissos atrasados. Há uma inoportuna sensação de que existem tarefas inacabadas, promessas não cumpridas, propósitos não alcançados. Há sempre alguma coisa que deveríamos ter lembrado, feito ou dito. Há sempre pessoas com quem não falamos, a quem não escrevemos e não visitamos. Por isso, embora muito ocupados, temos uma persistente sensação de nunca cumprirmos verdadeiramente nossas obrigações.

Muitas vezes paira sobre nós uma espécie de resignação que nos impede buscar ativamente através da vida espiritual um sentido espiritual para a vida. Sobrecarregados e vazios é, para muitos, a fórmula desencantadora e perversa da existência. Estão mortos, mas ninguém ainda percebeu (Henri Nowen, Tudo se fez novo, 27, 28).

No caso de George, a autópsia revelou que ele estava morto há cinco dias, depois de um ataque cardíaco. Sugestão: De vez em quando acene aos seus colegas de trabalho. Certifique-se de que eles estão vivos e mostre que você também está! A minha sugestão pode até parecer engraçada, mas no caso do George não foi nada engraçado. Coloque-se no lugar dele. Imagine você passar uma semana morto e ninguém perceber.

Não está longe a hipótese de você ter amigos que estão mortos, mortos espiritualmente, e ninguém ainda percebeu. Nem eles mesmos. Se você está vivo em Cristo, procure verificar se amigos seus estão mortos, e desperte-os , ressuscite-os em nome de Jesus. Jesus Cristo disse: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância” (Jo 10:10).

Umberto Moura

 

Ocupados Demais
Autor  Data 07-11-2011 Tamanho 13.71 KB Download 136

Última modificação em Seg, 07 de Novembro de 2011 20:48

Umberto Moura

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