E você líder?

Recentemente um pastor amigo meu confessou: “Não sei o que fazer com minhas igrejas”. Este confessou, mas tenho me encontrado e conversado com muitos pastores e líderes de igrejas que expressam a mesma dificuldade sem a mesma sinceridade, quer dizer, sem a mesma clareza, sem a mesma percepção.

Reconhecer a existência de um problema é uma coisa, se ver parte da solução é bem outra. O pastor da confissão em questão, é um bom pastor, experiente, capacitado, mas seus atributos agora esbarram numa situação nova – a completa indiferença da igreja. Sabe aquela situação em que o doente sabe que vai morrer mesmo? Então, é só esperar a morte.

Algumas igrejas vivem este desafiador momento, mas com um agravo: sem qualquer percepção de sua realidade escatológica. Estão morrendo, estão informadas do perigo da morte, mas não conseguem reagir. Não percebem a relação entre o tempo e a oportunidade. Não percebem que sua condição neste estado de letargia é terminal para suas esperanças, e fatal para sua salvação.

Se um pregador, ao final de sua pregação pedir à sua audiência que venham à frente todos os que não estão seguros de sua salvação, ou mesmo os que se sentem perdidos, talvez uns dois ou três, ou seis ou sete, deixem de responder a este apelo. Sem dúvida, todos começam a perceber que está faltando alguma “coisa”.

Se a igreja não está conseguindo salvar seus próprios membros, como poderá salvar os de fora? Se a igreja não está conseguindo salvar a si mesma, como salvará o mundo? Não foi exatamente para isso que a igreja foi formada, como diz o velho hino, para “dar a mensagem ao mundo, proclamar a história da cruz”? Mas como fazer isso sem convicção e sem poder?

A igreja poderá estar desorientada e perdida em meio a tantas possibilidades e métodos, mas Deus não está. Ele sabe para onde levará Sua igreja. Ele sabe o que fazer com ela. Não são poucos os pastores e igrejas que estão confessando as falhas de métodos mundanos empregados, e o desejo de voltarem à simplicidade da religião bíblica e apostólica.

Enquanto aquele pastor meu amigo falava comigo, minha mente trabalhava, planejava, sonhava. E quando ele terminou eu lhe disse franca e claramente. Experimenta os Pequenos Grupos! Se estes forem entendidos e praticados segundo a Revelação, tenho certeza, logo, logo não haverá nem igrejas, nem pastores desorientados.

E você líder, sabe o que fazer?

Umberto Moura

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Umberto Moura

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Umberto Moura, principal autor e editor deste site, é doutor em teologia, na área de Pequenos Grupos, cuja tese, “Pequenos Grupos: Uma Fundamentação Bíblica, Teológica e Histórica”, foi defendida em novembro de 2009.

4 comentários

  1. Caro Dr. Umberto,

    Como trabalho de pesquisa acadêmica, gostaria de ter acesso ao material de sua tese. Virou livro? Como faço para conseguir.

    Obrigado, forte abraço!

  2. Oi Melba, desculpe a demora em lhe responder.
    Compreendo seus sentimentos, não são muito diferentes dos meus.
    A igreja, tanto instituição quanto povo, não está entendendo o papel escatológico dos PGs, nem se beneficiando dos mesmos para evangelizar e conservar seus membros ativos e felizes.
    Se quiser informar qual sua igreja e mais detalhes, poderemos seguir conversando. Pode usar meu site também: moura@pequenosgrupos.com.br
    Abçs, fica com Jesus

  3. Pastor Moura, bom dia, eu sou parte de uma igreja com essas características, Eu me sinto perdida as vezes, e, eu mesma tenho sido vítima dos meus desejos, afogando minha vontade.
    Lidero um pequeno grupo, mas agora que a minha mente começa a despertar, preciso mais informação e conhecimento.
    Obrigada. Nunca pensei que a ajuda viria de tão longe

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