A Resiliência dos Pequenos Grupos


Lembro-me muito bem quando tudo começou. Acompanho a história dos Pequenos Grupos desde seu início, e que, em alguns momentos se confunde com este Ministério. A explosão dos Pequenos Grupos ou Células, especialmente em nosso país, começou a partir da segunda metade dos anos 1990, quase dez anos após termos iniciado nosso Ministério nessa área, já com resultados impressionantes.

A influência dos ministérios de Ralph Neighbour, Joel Comiskey, Raberto Lay, entre outros que se seguiram, foram muito importantes no desenvolvimento de Ministérios em Células especialmente nas igrejas evangélicas de movimentos renovadores, e em outras mais tradicionais que, posteriormente, também fizeram sua transição para igrejas em Células.

Na Igreja Adventista, tivemos atividades precursoras nessa área através das Coinonias de Mário Veloso, nos anos 1970, e dos Grupos Familiares de Tercio Sales, nos anos 1980; este, mais no estado de São Paulo. No declínio destes, aparecem os Pequenos Grupos, inicialmente em São Paulo, depois no Nordeste, de onde se espalhou para todo o Brasil e América do Sul, tornando-se o programa oficial da IASD no continente sul-americano, quando a mesma atingiu crescimento bastante expressivo.

Os Pequenos Grupos/Células tiveram seus altos e baixos, quando se basearam em conceitos mais antropológicos e sociológicos, do que em conceitos bíblicos e teológicos sólidos. Foram severamente criticados por sua superficialidade e consequente falta de base bíblica e teológica, como, de fato, era possível de se verificar.

Imagem de Free-Photos por Pixabay

A resposta, entre outras fontes, veio da tese “Pequenos Grupos – uma fundamentação bíblica, teológica e histórica”, de autoria de Umberto Moura, autor e idealizador deste site, e igualmente pioneiro dos Pequenos Grupos no Brasil, e que continua na prática deste ministério nas igrejas e no discipulamento de pastores e estudantes de teologia. 

É possível que o ministério de Pequenos Grupos/Células ainda não tenha atingido sua maturidade operacional, assim como certamente ainda não atingiu seu clímax profético, porém acreditamos firmemente que isto necessariamente virá, quando então os Pequenos Grupos cumprirão inevitavelmente seu papel escatológico e final.

Umberto Moura
Editor Sênior 


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